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Intervenção na praia da Figueira da Foz quer aproximar cidade do mar

A requalificação da praia da Figueira da Foz, cujo contrato de obra foi assinado nesta quinta-feira, quer aproximar a cidade do mar através de uma intervenção que vai abranger um terço do maior areal urbano da Europa.

A obra, com um custo total de 2,15 milhões de euros (financiado a 75% pelo Turismo de Portugal) e um prazo de execução de nove meses, inclui a implementação de novos passadiços de madeira (em madeira e ferro, com zonas de descanso, bebedouros, chuveiros, bancos e apoios para bicicletas), duas pontes pedonais de ligação da avenida à praia e a construção de uma ciclovia e percurso pedonal, com cerca de 3,2 quilómetros, ao longo do areal entre o molhe norte do rio Mondego e Buarcos.

Integra ainda uma pista de atletismo e um skate park e intervenções nas duas valas (Galante e Buarcos) que, actualmente, atravessam a praia a céu aberto, para além da plantação de diversas espécies arbóreas.

“É uma obra que foi ambicionada durante largos anos, fruto do grande afastamento que o mar tem em relação à cidade. Vai aproximar a cidade do mar”, disse hoje o presidente da Câmara, João Ataíde.

O molhe norte do porto comercial – construído na década de 1960 e aumentado em 2010 – levou à acumulação de areias na praia adjacente, que possui cerca de 700 metros no ponto mais largo (entre a avenida e o mar) e está previsto que continue a crescer nos próximos anos cerca de 40 metros por ano.

João Ataíde lembrou que a Câmara Municipal ambicionava um projecto mais vasto do que aquele que foi aprovado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e que incluía a construção de uma piscina de um denominado ‘anel das artes’, espaços que foram recusados.

“Havia várias propostas, esta foi a que foi possível articular com o proprietário, que é o Estado”, frisou, adiantando a necessidade de “compromisso” entre os interesses ambientais que a APA pretendia acautelar com os interesses lúdicos e turísticos que o município pretendia para o local.

“Definiu-se o que é possível, uma intervenção minimalista”, argumentou.

A obra deverá iniciar-se dentro de duas semanas e será interrompida na época balnear, nos meses de Julho e Agosto. A primeira fase passa pela colocação dos novos passadiços e pontes pedonais bem como a construção da ciclovia, ficando para depois do verão a construção da pista de atletismo, skate park e plantação “criteriosa” das espécies arbóreas (tamargueiras, zimbros, camarinhas e pinheiros bravos e mansos de pequeno porte, entre outros).

João Ataíde considerou ainda como uma “situação absolutamente inédita” a chamada “naturalização” do espaço do areal, interrompendo a limpeza com meios mecânicos que era feita pela autarquia até 2012 e deixando crescer o coberto vegetal que, assinala a Câmara Municipal, fez desaparecer as tempestades de areia verificadas em dias de nortada.

Já António Ribeiro, director geral da empresa Edilages, responsável pelos trabalhos, disse que esta é “uma obra muito importante” para a empresa de Penafiel e para o município da Figueira da Foz, e garantiu que a firma irá cumprir as obrigações decorrentes do contrato hoje assinado.

António Ribeiro disse que a empresa conta com cerca de 300 colaboradores e “tem experiência” em intervenções em praias e meios técnicos e humanos para as realizar, tendo efetuado obras na orla costeira nas zonas de Ovar, Estarreja e Praia de Mira, entre outras.

Fonte: Publico