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Governo quer manter quota da sardinha em 2016

O governo português considera que existem condições para que Portugal mantenha uma quota de captura de sardinha para 2016 ao nível da que existiu no ano passado, ou seja, 13 mil toneladas, e é esse o valor que vai sugerir na reunião que pediu ao Assuntos Marítimos e das Pescas da Comissão Europeia.

Em declarações aos jornalistas em Matosinhos a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou, no entanto, que esta é uma decisão que o governo português não pretende fixar sozinho, para não correr o risco de, no futuro (e no caso de vir a estabelecer unilateralmente limites que não sejam subscritos por Espanha nem ratificados pela Comissão) a Comissão Europeia começar a chamar a si a definição das quotas. “Nós não queremos que isso aconteça. Queremos continuar a ser responsáveis”, defendeu Ana Paula Vitorino.

A dificuldade do governo português, esclareceu a Ministra, está no facto de não ter tido acesso a informação relevante sobre a situação espanhola. Ainda na semana passada o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, reuniu com o homólogo espanhol, mas saiu de lá de mãos a abanar.

Portugal já fez o seu trabalho de casa e, de acordo com as avaliações feitas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, e aquelas que a tutela viu recolhidas junto das comunidades piscatórias, será possível manter a quota. “A nossa campanha científica, a que foi desenvolvida pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indica que houve uma ligeira melhoria do stock relativamente ao ano passado e poderá haver um ligeiro crescimento. Mas não temos informação do lado espanhol. Não nos foi fornecida, por exemplo, informação sobre o que se passa no golfo de Cádis. E para a Comissão não interessa apenas a nossa costa”, explicou a ministra.

O ministério vai, entretanto, promover uma reunião entre o IPMA, os representantes dos pescadores e a indústria conserveira para que seja eliminado “algum distanciamento de perspectivas” que ainda existe no sector. Hu“Eu entendo que tem de haver uma troca de pontos de vista”, alegou a ministra.

Fonte: Publico