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300 milhões para combater a erosão

O ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Jorge Moreira da Silva, anunciou ontem que entre 2014 e este ano serão gastos cerca de 300 milhões de euros para proteger o Litoral da erosão costeira e na reconstrução de danos provocados no inverno passado por sucessivas tempestades, a pior das quais, designada por ‘Hércules’, teve vagas de dez metros.
O plano prevê a reposição de areias nas zonas mais vulneráveis. As obras irão centrar- -se nos concelhos de Almada (Caparica), Espinho e Ovar. Jorge Moreira da Silva esclareceu que nos meses de verão os trabalhos não serão realizados. Os trabalhos de reposição de areias não irão terminar no verão e nos próximos anos passarão a ser um trabalho de rotina. Até 2020, o Governo prevê gastar 211 milhões de euros com a reposição dos bancos de areia e com obras pontuais de maior envergadura. Até 2050, esse valor irá atingir os 750 milhões de euros, um custo que deverá ser assumido em 44% por fundos comunitários. Jorge Moreira da Silva defendeu que esta é a melhor solução, discordando daqueles que, aquando da tempestade ‘Hércules’, acusaram o ministro “de estar a mandar areia para cima do problema”. Até junho serão identificadas possíveis fontes de sedimentos (areias) para alimentar as praias. Esta é uma solução também defendida pelo grupo de trabalho liderado por Filipe Duarte Santos, que ontem apresentou o relatório ‘Gestão da Zona Costeira – O Desafio da Mudança’. Jorge Moreira da Silva avançou ainda que estima ter concluída até junho uma Nova Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira. Um mecanismo que irá proibir que os loteamentos tenham um prazo de validade superior a dez anos. “Não será possível continuar a haver loteamentos com candeeiros, arruamentos e pouco mais”, referiu o titular da pasta do Ambiente, acrescentando estar em marcha a demolição de 800 construções ilegais.

Fonte: Correio da Manhã